domingo, 22 de dezembro de 2024

Agradeço imensamente e espero que esta reflexão seja relevante para o senhor.

 



Seríamos inaptos para salvaguardar nosso país?



Resumo:

Deixe-me elucidar os fatos! Você sabia que entre 1860 e 1912, o Império do Brasil viveu o chamado Ciclo da Borracha? Naquela época, o país supria 90% das demandas do mercado global.

Aqueles que não têm conhecimento histórico estão destinados a cometer os mesmos erros do passado.

Na época, o Império Brasileiro detinha 90% do mercado mundial de borracha, causando um grande desconforto e ira ao Império Britânico. Os britânicos não estavam contentes com essa circunstância, e imediatamente enviaram um agente secreto (espião - spy) para o Império do Brasil. Com uma estratégia bem planejada, Essa tática utilizada pelo império britânico conseguiu romper o monopólio do Império do Brasil que possuía sobre 90% do mercado mundial de borracha. Naquele período, a indústria estava em expansão acelerada, e o mercado de borracha estava em expansão. Na cidade de Manaus, localizada na floresta amazônica, existia a maior indústria de borracha do planeta, tornando-a a mais próspera da América do Sul no final do século XIX. A cidade alcançou tal prosperidade que foi apelidada de Paris dos trópicos. Os barões da borracha acreditavam que poderiam dominar o mundo, devido às árvores produtoras de latex, conhecidas como seringueiras na região. porém os britânicos não permitiriam tal domínio. Portanto, em 1860, os britânicos já estavam preparando um plano sigiloso para aniquilar o monopolista da borracha do Império do Brasil.

Palavras-chaves: economia, estratégia de nação, plano de nação, geopolítica e espionagem.


Qual era a estratégia? 

O objetivo é simplesmente roubar este monopólio do Império do Brasil! Como isso seria? 

Portanto, em 1876, o Sir Henry Alexander Wickham elaborou uma estratégia para roubar as sementes de seringueira e transportá-las através de navios, e cruzando o oceano Atlântico. Este plano foi aprovado e financiado pelo império britânico, e o espião Sir Henry Alexander Wickham executou uma operação de biopirataria no Império do Brasil, subtraindo mais de 70 mil sementes de seringueira.


O que é Biopirataria? 
A biopirataria pode ter consequências graves, como: Perda de recursos naturais e conhecimentos tradicionais, Extinção de espécies, Prejuízos financeiros, Impacto direto nas comunidades locais e no equilíbrio ecológico.


As sementes foram levadas até o jardim botânico real (royal botanic gardens), atualmente conhecido como Kew Gardens. Em que os profissionais conseguiram cultivar com extrema atenção para começar o planejamento de produção da plantação. Apenas 2 mil das 70 mil sementes germinaram, o que foi o bastante para dar início ao plano de romper o monopólio da borracha do Império do Brasil. Enquanto o Império do Brasil não dispunha de uma fiscalização portuária rigorosa, e os barões acreditavam que poderiam dominar o mundo através do império da borracha, os britânicos riam e iniciavam o plano para desmantelar a cadeia logística do Império do Brasil no mundo. A semente de seringueira foi espalhada discretamente pelas colônias britânicas, incluindo Ceilão, Malásia, Sri Lanka e Indonésia. Em diferença com o Império do Brasil, as seringueiras eram mais exploradas, geridas e produziam mais rapidamente do que o Império do Brasil. Onde isso foi realizado? Na Ásia, o clima era ideal para isso, resultando em uma produção muito mais acelerada. Para se ter uma ideia, em 1920, já havia um milhão de hectares de plantações de borracha na Malásia! O comércio global de borracha passou rapidamente para o sudeste asiático, deixando a economia brasileira para trás.


Diminuição na produção brasileira de borracha. Para terem uma ideia, a queda ocorreu rapidamente: Em 1910 - caiu em 50% de produção global. Em 1912 - caiu em 30% de produção global. Em 1940 - chegou a 1,3% de produção global.

A tática de espionagem e biopirataria pôs fim ao monopólio brasileiro da borracha.

O Brasil perdeu sua fonte de subsistência, levando cidades e indivíduos ao caos. A

transferência para o sudeste asiático provocou uma alteração na economia mundial, resultando

em um valor reduzido e gerando uma nova economia global.


Tudo teve início com o agente secreto conhecido como Sir Henry Alexander Wickham. Este é o resultado final do império britânico, que nunca brincou de ser uma nação. Até quando vamos negligenciar este tema? Até quando vamos permitir que espiões pratiquem biopirataria e destruam empresas e a economia brasileira? Ainda há alguma incerteza? Você não possui inteligência suficiente para entender essa situação? As ações deste agente secreto reestruturaram as cadeias globais de produção de borracha.



Espião: Sir Henry Alexander Wickham.


Este evento ocorreu em 1860 e continua ocorrendo até os dias atuais, meus senhores.


As agências de espionagem e os espiões moldam o panorama geopolítico e econômico global.


Gurgel Motores S/A

Gurgel Motores S/A foi uma empresa brasileira que produziu automóveis, fundada pelo engenheiro mecânico e elétrico João Augusto Conrado do Amaral Gurgel. O empresário estabeleceu, em 1969, na Avenida do Cursino, em São Paulo, a fábrica de automóveis que levava o seu nome. Em 1975, a empresa transferiu sua sede para Rio Claro. Durante seus 27 anos de existência, a empresa fabricou cerca de trinta mil veículos.

GURGEL - Veículos Elétricos

A Gurgel lançou a pedra fundamental da sua fábrica de veículos elétricos em 24 de junho de 1980, inaugurando um novo edifício na mesma fábrica de Rio Claro. O desenvolvimento desses veículos teve início com o TU, um veículo meramente demonstrativo, sem motor. Em 1981, a marca introduziu oficialmente um veículo elétrico de produção em série: o Itaipu E150. Posteriormente, surgiu o monovolume E400, vendido para empresas estatais. No entanto, os modelos não prosperaram devido ao elevado custo das baterias e à curta autonomia; portanto, a Gurgel decidiu encerrar a fabricação de seus veículos elétricos.

Formigão, picape brasileira que está 46 anos à frente da Tesla Cybertruck


Renha Formigão - Gurgel


Ficha Técnica do Renha Formigão

Fabricante: Renha Indústria e Comércio de Veículos
Ano de Lançamento: 1978
Motor: Volkswagen 1600
Câmbio: 4 marchas
Portas: 2
Capacidade: 2 ocupantes
Dimensões:Comprimento: 4 metrosLargura: 1,65 metrosAltura: 1,36 metros
Peso: 750 kg
Capacidade de Carga: 650 kg
Consumo: 12 km/l
Carroceria: Fibra de vidro


Estou apresentando a vocês a empresa de automóveis brasileira, que estava à frente de seu tempo, em um país que nunca deu valor aos empresários nacionais, nem possui um plano nacional para proteger as empresas do Brasil. 



Engesa - Engenheiros Especializados S.A. 

A Engesa (Engenheiros Especializados S.A.) foi um conglomerado brasileiro de engenharia automotiva e bélica, estabelecido em 1958 pelo engenheiro José Luiz Whitaker Ribeiro. Desenvolveu jipes, caminhões, veículos off-road, tratores e blindados para atender aos mercados civil e militar. Os seus veículos militares foram transferidos para as Forças Armadas do Brasil e de outros dezoito países, principalmente do Oriente Médio, sendo utilizados até o século XXI em conflitos. No seu período de glória, entre as décadas de 70 e 80, a Engesa era considerada uma das "três gigantes" da indústria bélica do Brasil, ao lado da Avibras e da Embraer. No entanto, a crise do setor no final dos anos 80 resultou em sua falência em 1993.


Os Estados Unidos impediram o progresso do blindado EE-T1 Osório!


                                                                               EE-T1 Osório

O EE-T1 Osório é um veículo pesado de combate, criado na década de 80 pela companhia brasileira Engesa. Seria o primeiro tanque principal (MBT) genuinamente brasileiro, competitivo no cenário internacional, em contraste com o Tamoyo da Bernardini, que se adequaria às circunstâncias operacionais e financeiras do Exército Brasileiro. Anteriormente, foi referido como "o produto mais avançado da indústria de defesa do país". Sob o nome de "Al Fahd", participou de uma licitação para o Exército Saudita, porém a escolha pelo M1 Abrams tornou sua produção inviável. A Engesa não conseguiu comprar e declarou falência em 1993.

-> Em 1987, o Diretor de Material Bélico do Exército, General Diogo Figueiredo, expressou ceticismo em relação à concorrência da Engesa com outros lobbies, prevendo que não seriam adquiridos mais de 100 ou 150 Osórios, apesar do sucesso nos testes. As conversas entre os sauditas e brasileiros continuaram: os sauditas anunciaram a intenção de adquirir até 800 unidades, enquanto os brasileiros sugeriram a construção de fábricas em território saudita. Inicialmente, seriam duas encomendas de 300 unidades, cada uma no valor de US$ 11 milhões, somando um total de US$ 3,5 bilhões. Um aumento de 10% no custo resultaria na aquisição de uma unidade pelo Exército Brasileiro para cada dez unidades exportadas. O projeto de industrialização previa a ampliação do parque e equipamentos para a produção de 317 unidades: 280 carros principais, 6 de treinamento e 31 recuperadores blindados. As entregas iniciariam após 15 meses da assinatura do contrato e a produção atingiria 17 unidades mensais.


Mais uma vez, a nação brasileira assistiu aos Estados Unidos destruírem o blindado EE-T1 Osório sem antes entrar no campo de batalha. A ação dos EUA foi implementada no setor industrial, evidenciando claramente a fraqueza do Brasil na diplomacia e na proteção de suas empresas no cenário mundial.


Avibras Indústria Aeroespacial

A Avibras Indústria Aeroespacial é uma corporação brasileira que concebe, cria e produz itens e serviços para a defesa. A sua linha de produtos inclui tanto sistemas de artilharia e defesa de aeronaves, foguetes e mísseis, quanto sistemas de armas para ar e terra, incluindo sistemas de foguetes de artilharia, sistemas para ar-solo de 70 mm e mísseis guiados multifuncionais de fibra óptica.Também produz carros blindados. Por meio de uma divisão denominada Tectran, a Avibras também produz veículos de transporte civil, equipamentos de telecomunicações, equipamentos eletrônicos industriais (Powertronics), pintura automotiva e explosivos. Sua sede está localizada em São José dos Campos, Brasil.

Astros II: Produto de destaque da Avibras, utilizado em seis nações. O Astros II desempenhou um papel crucial em conter a ofensiva iraniana durante a Guerra Irã-Iraque (1980-1988) e foi empregado pela Arábia Saudita contra as tropas iraquianas durante a Operação Tempestade no Deserto (1990).

Astros II

Astros II

O Astros II (Artillery SaTuration ROcket System, ou Sistema de Foguetes de Artilharia para Saturação de Área). Foi criado em 1981 para satisfazer uma necessidade do Iraque, então sob o comando de Saddam Hussein, que estava em conflito com o Irã e precisava de um sistema de armas capaz de conter a ofensiva iraniana. Simultaneamente, foi considerado um rival para o míssil argentino de média distância Condor II.

Depois de comercializar R$ 1 bilhão em armas entre 1982 e 1987, o Brasil ascendeu à posição de sexto maior exportador do setor. Portanto, a Avibras identificou o Astros II como sua ferramenta mais lucrativa.

A história se repete à nossa frente, é necessário entender as indústrias bélicas e para quem elas estão comercializando seus produtos. A venda do Astro II ao governo de Saddam Hussein não foi bem recebida pelos Estados Unidos. Atualmente, a AVIBRAS enfrenta uma crise, apesar de o governo brasileiro nunca ter apresentado um plano nacional para proteger as empresas estratégicas nacionais. Por que motivo? 

Senhores, estou lhes apresentando a realidade global. Não falei sobre o progresso nuclear e também sobre o programa espacial do Brasil. Ficará para o artigo seguinte. Uma nação sem estratégia nacional está destinada ao insucesso. Não estamos mais dispostos a permitir que outras nações destruam nossa nação. 

Até quando vamos tolerar tal situação?


Acorda Brasil.

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Fonte de pesquisa:

[1] Monopólio de Borracha

https://www.gentedeopiniao.com.br/colunista/hiram-reis-e-silva/a-terceira-margem-parte-cxci-navegando-o-tapajos-parte-ix-o-sequestro-da-hevea-brasiliensis-iii

https://pt.wikipedia.org/wiki/Henry_Wickham

https://www.cedeplar.ufmg.br/pesquisas/td/TD%209.pdf


[2] Gurgel - Renha Formigão

https://velozesbrasil.com.br/2024/07/24/o-inusitado-renha-formigao-a-historia-da-curiosa-pick-up-fora-de-serie/


[3] Engesa - Engenheiros Especializados S.A.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Engesa

https://pt.wikipedia.org/wiki/EE-T1_Os%C3%B3rio


[4] AVIBRAS

https://pt.wikipedia.org/wiki/Avibras

https://pt.wikipedia.org/wiki/Astros_II


Eugênio Preza - Empresário, graduado em História, técnico em telecomunicações, técnico em análise e desenvolvimento de sistemas, além de diversos cursos na área de segurança cibernética.



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